Esquire Theme by Matthew Buchanan
Social icons by Tim van Damme

27

Jun

O Ritual Macabro

Mês passado o mar não estava para peixe e como dizem águas passadas não movem moinhos tampouco são capazes de transformar esse fato.

Jasmin com seus olhos de mel e seios de fazer inveja a muitas garotas foi alvo de uma bárbarie. Estava em seu canto, singela, discreta e úmida, a chuva caia lentamente em seus cabelos castanhos que deslizavam por seu rosto feito ondas como as do mar. Ela era de uma beleza estranha, mas, de uma beleza única e talvez um pouco incompreensível, porém capaz de aguçar muita testosterona.

Esperava do lado de fora da varanda alguma alma bondosa lhe dar um pouco de atenção. Se sentia carente e estranhamente confusa. Estava com um pouco de frio e queria ir embora.

Não pertencia a terra alguma e jamais se deixou levar pela posição social dos outros, isso pouco lhe importava. Não entendia de carro e dizia que só passaria a entender quando finalmente comprasse o seu.

De repente levou um cutuco na costela com uma vara de bambu, olhou para a porta e só viu a vara, nem a mão que a segurava era visível.

Gritou:

- Hey o que que é isso? Quem tá aí?

Silêncio.

Lá dentro acontecia uma festa confusa, não mais confusa que Jasmin.

A vara sumiu e ela entrou, com seu vestidinho bordado e botinha de fazer caminhada. Era discreta e meiga.

Olhou para todos os lados e só via gente bêbada e abusada. Naquele dia ela não estava pra isso, na realidade não sabia muito ao certo o que estava fazendo ali e a entrada dela só a fez sentir mais vontade de ir embora.

Havia uma porta de madeira ao seu lado, ela virou, pensou em ir embora a pé e sozinha, isso pouco importava.

De súbito foi puxada para dentro da porta. Escuridão, frio e abafamento dos barulhos da festa. Tentou tatear alguém ou alguma coisa mas nada. Pensou em ligar pra alguém, mas havia deixado o celular em casa:

- Merda de cabeça de vento, cadê a porra do celular?

Do nada escutou um Shhh! E deu um pulo. No que virou uma pequena luz de luminária se acendeu e três pessoas nuas com máscaras de porcos apareceram. Ela entrou em choque, não sabia o que fazer, só tremia.

O primeiro que era um homem alto com seus culhões peludos a mostra veio vagarosamente em sua direção e a puxou pelo cabelo.

Jasmin não disse nada, não emitiu nenhum som, não derramou nenhuma lágrima, porém, notou que o quarto era como um estúdio, revestido por isolamento acústico e que na mão do segundo porco havia uma foice. Na hora suas pernas bambearam e ela caiu de joelhos no que parecia um chão de tacos. 

Lá dentro começou a soar uma música, algo meio fúnebre e desconhecido para ela.

Na hora pensou que estava encarando as três faces gêmeas da morte, porém com formas corporais distintas.

Ouviu um suspiro seguido de gargalhada feminina, sua espinha gelou e olhou na direção que vinha e era exatamente o porco com a forca, era ela, a única mulher, além de Jasmin, na sala.

Todos permaneceram em silêncio e a música fúnebre seguiu, foi quando um berro rompeu os ares pacíficos e trouxe o caos a tona. Enquanto se debatia e tentava se soltar das mãos daqueles porcos assassinos ela não notou a câmera em cima da mesinha lateral onde havia também um candelabro e um livro.

Num só golpe a porca arrancou um chumaço dos cabelos de Jasmin, que a partir daí permaneceu calada. Suas mãos sangravam tamanha a força que ela riscava o chão com as unhas.

O terceiro porco que até então não havia se manifestado apareceu com um copo com algo que parecia água gaseificada ou refrigerante de limão, por ser incolor, ele obrigou Jasmin beber tudo. Mesmo ela cuspindo aos montes acabou engolindo o suficiente para ficar desacordada: era Boa Noite Cinderela.

Enquanto o corpo de Jasmin repousava sob o chão de taco os três porcos a desnudaram. Atrás da mesinha havia uma caixa cheia de frascos e foi lá que o porco mulher arranjou subsídios para pôr em prática seu ritual macabro.

Com a foice Jasmin foi respingada de sangue proveniente de algum animal silvestre virgem, criado especialmente para a ocasião. Com velas pretas e pratas foi queimada pelas gotas de cera, sementes de girassol e tremoço foram colocadas minuciosamente ao seu redor. A festa lá fora rolava como se nada acontecesse lá dentro.

Depois de unir e envolver as pernas e os braços de Jasmin com bandagens, os três jogaram cinza do animal que havia fornecido o sangue puro para o ritual sobre os seios belos da garota.

O primeiro porco de culhões peludos então se uniu ao porco mulher e num frenesi começaram a se acariciar tempestuosamente. O terceiro porco, se uniu ao corpo inerte de Jasmin e tratou de agir da mesma forma. Para eles, aquele era um ritual de purificação e comoção sexual.

Todos, exceto Jasmin inerte, emitiam sons, grunhidos de felicidade e prazer. O gozo não era só audível como visível e como num farfalhar de folhas na selva todos de mexiam enlouquecidamente. Nesta altura Jasmin começou a retomar a lucidez e de uma forma meio estranha sentir prazer sem se dar conta da situação.

Aos pouco ela foi tomando consciência e abrindo os olhos. Acreditava que o pior já havia passado, pelo menos ninguém mais estava com foice nas mãos, mas, entrou em pânico ao notar que estava atada nas mãos e nos pés, mas, a essa altura o céu, ou melhor, o inferno já estava mais próximo de si e os gritos já não eram de desespero e sim de prazer, foi quando um tapa lhe atingiu o rosto, o que a fez gostar mais ainda e tentar sem sucesso revidar.

Os porcos alheios e unidos pararam o ato e tornaram a encher o copo com o que ela já sabia ser, mais uma dose de Boa Noite Cinderela, tudo que ela menos queria.

Cuspiu, cuspiu e cuspiu o líquido que tentavam enfiar-lhe goela abaixo. Insatisfeito o porco que a violava reagiu com um tapa e ela meio que cambaleou e foi induzida a beber. A noite de sexo e depravação ritualística permaneceu por mais algumas horas, foram várias posições, troca de casais e até mesmo sexo grupal, tudo com Jasmin meio dormindo, meio sonhando, meio sem reação alguma. O ritual era pra isso, pra fornecer prazer e depravação aos porcos em prol de benefícios próprios deles, por isso Jasmin deveria permanecer dormindo, ela não tinha direito algum naquele instante de se sentir bem ou mal com a situação.

No dia seguinte Jasmin acordou, em frente a mesma casa, com a mesma roupa e incrivelmente limpa. Acordou muito confusa, não estava muito bem, sentia ânsia e frio. Foi pra casa a pé sozinha e até encontrou alguns conhecidos na rua. Notou os cortes na mão e um inchaço na área vaginal. Chegou em casa, tomou um banho e dormiu.